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15 Dicas de PANC´s Para Montar sua Horta Caseira de Plantas Alimentícias não Convencionais


O que são #PANCs e qual sua importância?

Plantas Alimentícias Não Convencionais são aquelas que a maioria das pessoas não se dá conta de sua função como alimento. Muitas, inclusive, são consideras matos ou ervas daninhas por crescerem espontaneamente nos quintais, campos e beiras de estrada.

Também pode-se considerar PANCs algumas plantas comuns, como a bananeira, porque acabamos restringindo seu consumo a fruta, jogando fora as outras partes comestíveis como o coração (ou umbigo) e os frutos verdes.

Por que tanto desconhecimento? Bom, o que aconteceu foi que com o passar das décadas, a destruição de vários biomas, o crescimento do agronegócio e os processos sucessivos de seleção artificial, houve uma redução drástica no número de plantas que são empregadas na alimentação humana. Isso traz como consequência a perda de diversidade no prato, redução de fontes naturais de nutrientes e a necessidade de reposição por fontes artificiais, como suplementos. Outro fator que se elimina é a diversidade cultural, com o abandono de saberes tradicionais associados ao consumo de espécies de plantas de ocorrência local ou regional.

Ou seja: vivemos num país riquíssimo em ingredientes mas acabamos por consumir sempre as mesmas coisas. Sendo assim, a demanda se restringe a apenas dezenas de itens, que são plantados cada vez em maior quantidade para atender a demanda. Enquanto isso, milhares de espécies são esquecidas e, muitas delas, extintas.

Beldroega

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Begônia

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Bertalha

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Capuchinha

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Cará do ar

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Chuchu de Vento

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Vinagreira

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Feijão Guandu

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Araçá do Campo

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Maria Gorda

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Peixinho

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Taioba

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Fonte e Créditos das Fotos e texto: gastrolandia.com.br

 


Já as plantas alimentícias não convencionais, ou PANCS, são as hortaliças com distribuição limitada, restritas a determinadas localidades e regiões exercendo influência na alimentação e na cultura de populações tradicionais. São espécies que não estão organizadas enquanto cadeia produtiva, propriamente dita, diferentes das hortaliças convencionais (batata, tomate cebola, repolho, alface, etc), não despertando o interesse comercial por parte de empresas de sementes, fertilizantes ou agroquímicos”. Esta definição tirei da página 10, do Manual de Hortaliças não Convencionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Missão Mapa, 2013.

Enfim, são plenas as justificativas para mencioná-las: sua riqueza nutricional, importância cultural na manutenção da sabedoria popular, vinculados às sociedades tradicionais (indígenas, quilombolas, afrodescendentes, imigrantes) e a própria diversidade de alimentos, sobretudo, aqueles com resistência à pragas de cultivo, servindo como excelente alternativa para o consumidor que quer evitar os alimentos contaminados com agrotóxicos, pesticidas e transgênicos.

As PANCS trazem novas oportunidades para cultivo e comércio, assim como ocorreu com tantos alimentos funcionais nos últimos anos, que foram ganhando os mercados alternativos.

Na verdade, elas são superplantas, algumas ainda mantém seu caráter silvestre, muitas vezes nativas, como é o caso da araruta, cujo uso veio das tradições indígenas, ou o caruru, consumido e difundido pelos pássaros e mamíferos, que brota espontaneamente em qualquer terreno e cresce mais rápido do que qualquer hortaliça.

Se você ficou curioso sobre PANCS, abaixo listo alguns exemplos. Que tal prová-las na sua próxima refeição?

Araruta (Marantha arundinacea L.)
Azedinha (Rumex acetosa L.)
Beldroega (Portulaca Oleracea L.)
Bertralha (Basella Alba L.)
Cará do ar (Dioscórea bulbifera)
Caruru (Amaranthus cruentus, Amaranthus vriridis L.)
Jambu (Spilanthes oleracea)
Jurubeba (Solanum asperolanatum)
Major gomes (Talinum paniculaatum Gaert.)
Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Mill.) (Pereskia grandifolia Haw.)
Peixinho (Stachys lanata)
Serralha (Sonchus oleraceus L.)
Taioba (Xanthosoma sagittifolium Shott.)
Vinagreira (Hibiscus sabdariffa L.)

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