Você Conhece o Sal Verde? Veja os Benefícios da Planta Descoberta Que Pode Substituir o Sal


Por Rafaela Carminatti (Nutricionista Funcional)
O sal de cozinha está na mira de médicos e nutricionistas e é o vilão de portadores da hipertensão arterial sistêmica, uma doença silenciosa que, devido aos danos causados em veias e artérias, pode levar a um infarto ou até mesmo um acidente vascular cerebral (AVC).

No entanto, uma planta descoberta por pesquisadores da Epagri de Itajaí pode colocar um ponto final a esse dilema. A planta Sarcocornia perennis, originária do litoral catarinense, será a matéria prima para o primeiro sal de origem vegetal do Brasil.

A Sarcocornia produz sal cristalizado com três vezes menos cloreto de sódio do que o sal de cozinha. A grande vantagem é que além do sódio ela tem em sua composição outros sais que também dão sabor ao alimento e não causam mal à saúde. Assim, o poder de salga da Sarcocornia não deixa a desejar quando comparado ao sal de cozinha comum.

O sal verde, como esta sendo chamado, tem propriedades antioxidantes, antimicrobianas, combate o colesterol elevado, ajuda no controle de aterosclerose, doenças renais, distúrbios intestinais, tuberculose, hepatites e previne a formação de tumores, pois possui em sua composição ácido tungtungmádico. Além disso, o sal verde tem propriedades fitoterápicas que agregam valor funcional à refeição, devido aos: fitoesteróis que ajudam na produção hormonal e no controle do colesterol; flavonoides que aumentam o colágeno do corpo; e fenóis que combatem os radicais livres.

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O sal verde ainda não esta sendo comercializado em larga escala, podendo ser comprado apenas com alguns pequenos produtores rurais. Contudo, possui grandes perspectivas futuras na área da nutrição humana, resultando em melhor qualidade de vida da população, especialmente os hipertensos.
Fonte: pagina3.com.br

Sal verde – o verdadeiro tempero caseiro!

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1 cebola grande – cortada em 4;
2 dentes de alho;
4 cS de azeite;
1/2 maço de salsinha;
1/2 maço de cebolinha;
1/2 maço de manjericão.
(Pode ser feito também com coentro, tomilho e sálvia!)

Liquidifica todos os ingredientes até formar um purê e o mistura em 200 a 500 g de sal marinho moído.
Dura 3 meses na geladeira ou 6 meses no freezer.

CUIDADO, POIS SALGA MUITO!

Super fácil de fazer e adiciona um gostinho especial em diversas preparações.

Aos poucos, e mudando pequenos hábitos, muito pode ser feito em prol de sua saúde e bem estar!
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O uso no dia a dia da substância

Embora não saiba precisar quanto custaria para o consumidor final o primeiro sal de origem vegetal produzido no Brasil, o pesquisador da Epagri, Alexandre Visconti, afirma que “com certeza seria mais caro que o sal comum”. Na Europa e em países como México e Kuwait, a planta, que é de outra espécie, é comercializada como tempero, salada, cosméticos, óleo essencial, porém custa caro. O sal cristalizado chega a ser comercializado por oito euros (cerca de R$ 29) a grama.

A empresa Dynabras Biossistemas, com sede em São Paulo (SP), trabalha com produtos naturais e firmou convênio com a Epagri para produção industrial do sal verde. A ideia é vendê-lo cristalizado também. Para isso, aguardam a conclusão dos estudos do órgão. Depois dessa etapa, a expectativa é investir cerca de R$ 1,5 milhão em uma fábrica em Santa Catarina.

UFSC pesquisa produção integrada da planta e de camarões

A Universidade Federal de Santa Catarina estuda a Sarcocornia Ambigua há cerca de cinco anos, porém as pesquisas se intensificaram nos últimos dois anos. O interesse deles está além da produção de sal, mas no cultivo integrado com camarões. O processo é chamado de aquaponia com bioflocos, que é um sistema inovador e altamente sustentável, já que promove o crescimento dos animais aquáticos e das plantas de forma integrada.

Walter Quadros Seiffert, coordenador do Laboratório de Camarões Marinhos da UFSC explica que o processo é o máximo do reaproveitamento e que já existe aquaponia com alfaces e outras plantas e peixes de água doce, porém com água salgada é muito raro, já que as plantas não sobrevivem ao sal, ao contrário da Sarcocornia.

— É a primeira pesquisa desse tipo no Brasil. Agora estamos estudando para desenvolver as viabilidade técnica e econômica. Além de aguentar sal, é um alimento funcional — diz Seiffert, que desenvolve os estudos com oito estudantes e em parceria com os departamentos de Tecnologia de Alimentos e laboratório de Hidroponia da UFSC e tem financiamento do CNPQ.

Em uma estufa do Laboratório, há pelo menos 800 plantas. É comum pesquisadores do local prepararem pratos com a espécie como acompanhamento. É o caso da acadêmica do curso de Aquicultura da UFSC Luciana Guzella, que a refoga com camarões e peixes:
— Conheci a planta no laboratório e uso desde então como acompanhamento. Ela ajuda a temperar e gosto do sabor.

Em alguns anos e se as pesquisas avançarem, mais catarinenses devem contar com este ingrediente saudável no cardápio.
Fonte: dc.clicrbs.com.br